Sandra Galvão

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O que é a Manipulação Visceral e como ajuda na digestão?

A Manipulação Visceral é uma terapia manual que consiste na aplicação de forças suaves e de alta precisão para encorajar a mobilidade normal e o movimento inerente dos órgãos, dos seus tecidos conjuntivos e de outras áreas onde o movimento fisiológico foi afetado. Esta prática baseia-se no princípio de que a “Vida é movimento”: para um órgão ser saudável e funcionar de forma otimizada, ele tem de ter liberdade de movimento.

No que diz respeito à digestão, a Manipulação Visceral auxilia das seguintes formas:

  • Restauro da Mobilidade Órgânica: A terapia foca-se em libertar restrições em órgãos vitais para o processo digestivo, como o estômago, o duodeno, a vesícula biliar e os intestinos (delgado e cólon). Ao melhorar a mobilidade e motilidade destes tecidos, favorece-se o fluxo normal dos processos digestivos.
  • Tratamento de Disfunções Funcionais: É uma abordagem com elevada eficácia em problemas digestivos de origem funcional, especificamente no alívio da obstipação e do refluxo gastroesofágico (RGE).
  • Ligação ao Nervo Vago: As restrições nas fáscias (tecidos conjuntivos que envolvem os órgãos) podem comprimir o nervo vago, que é a “autoestrada de informação” responsável por regular a digestão e o stress. Ao libertar estas tensões viscerais, a terapia otimiza a comunicação entre o cérebro e o sistema digestivo.
  • Equilíbrio do Sistema Nervoso: Tal como a Terapia Sacro-Craniana, esta técnica promove a autorregulação e a homeostase (equilíbrio interno), ajudando o organismo a corrigir desequilíbrios viscerais de forma natural e contínua, mesmo após o término da sessão.
  • Resolução de Dores Referidas: Muitas vezes, dores musculoesqueléticas (como dores de costas) têm origem em desequilíbrios viscerais. Ao tratar a restrição no órgão, alivia-se a tensão que se propaga pelo sistema.

Os padrões de tensão formam-se profundamente no corpo através das ligações fasciais, criando uma cascata de efeitos, longe da sua origem, que o corpo precisa de compensar.

Imagine uma aderência à volta de um pulmão. Esta vai criar uma modificação do eixo de movimento que por sua vez vai obrigar as estruturas em seu redor a adaptações anormais. Por exemplo, uma aderência pode alterar a mobilidade de uma costela, que consequentemente vai provocar forças desequilibradas na coluna vertebral e, ao longo do tempo, provavelmente desenvolver uma relação disfuncional com outras estruturas.

Este cenário apenas ilustra a uma das centenas de possíveis ramificações que uma pequena disfunção, ampliada por milhares de repetições de movimento ao longo de cada dia, poderia provocar.

Sandra Galvão, com formação especializada pelo Barral Institute, utiliza esta técnica de forma integrada para tratar a causa-raiz dos problemas, indo além do mero alívio dos sintomas

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