Sandra Galvão

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Abordagem Neuro-Visceral e Dinâmica de Sistemas na Alta Performance

A performance atlética de elite é o resultado da integração eficiente entre os sistemas biomecânico, hidrodinâmico e neurológico. A aplicação da Manipulação Visceral (MV) e da Terapia Sacro-Craniana (TSC) foca-se na otimização da homeodinâmica, intervindo em estruturas que condicionam diretamente a economia de esforço e a cinética do atleta.

Influência das Restrições Viscerais na Cadeia Biomecânica

A mobilidade das vísceras (motilidade e mobilidade funcional) é essencial para a integridade postural. Segundo o conceito de Tensegridade Integrada, uma restrição nos ligamentos suspensores viscerais (como o complexo suspensor do fígado ou a raiz do mesentério) gera vetores de força que se transmitem via fáscia tóraco-lombar.

  • Implicação Clínica: Estas tensões viscerais criam padrões de compensação neuromuscular que podem levar a padrões de ativação aberrantes no core e na bacia, predispondo o atleta a pubalgias e instabilidades lombossacrais reincidentes.
  • Referência: Barral, J. P., & Mercier, P. (2005). Visceral Manipulation. Eastland Press.

Modulação do Sistema Nervoso Autónomo e Variabilidade da Frequência Cardíaca (HRV)

A recuperação pós-esforço é um processo dependente da modulação vagal. A Terapia Sacro-Craniana atua sobre o sistema de membranas (dura-máter) e sobre a flutuação rítmica do líquido cefalorraquidiano (LCR), influenciando o sistema nervoso parassimpático.

  • Mecanismo de Ação: A TSC promove a redução da facilitação medular e do tónus simpático, refletindo-se num aumento da HRV (Heart Rate Variability), um dos biomarcadores mais fidedignos da prontidão e capacidade de recuperação do atleta.
  • Referência: Upledger, J. E. (2002). Craniosacral Therapy. North Atlantic Books. / Girsberger, W., et al. (2014). Heart rate variability and craniosacral therapy. Journal of Complementary and Integrative Medicine.

Mecanotransdução e Homeostase Metabólica

O movimento manual das estruturas viscerais estimula a mecanotransdução a nível celular, influenciando a sinalização de citocinas e a drenagem linfática profunda.

  • Impacto no Recovery: A otimização do trânsito visceral e da drenagem hepato-esplénica acelera a clearance de lactato e outros subprodutos do metabolismo anaeróbico. Um sistema visceral livre de restrições garante que a janela de inflamação fisiológica pós-treino não se transforme numa inflamação crónica sistémica.
  • Referência: Langevin, H. M. (2006). Connective tissue fibroblast mechanotransduction and healthcare. Gene. / Tozzi, P. (2012). Selected fascial aspects of visceral osteopathy. Journal of Bodywork and Movement Therapies.

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